sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Raul Seixas ganha homenagem no 22º ano da sua morte  

Tributo ao rei Raul

Banda Cachorro Urubu homenageia um dos maiores ícones do rock brasileiro em show na noite de hoje  

Elô Baêta

Anos atrás, dois rapazes pensavam em levar às novas gerações a irreverência de palco e o pensamento filosófico da obra do ícone do rock brasileiro Raul Seixas. Juntaram seus instrumentos, convidaram outros companheiros e saíram à luta. Não deu outra. O resultado veio com a Cachorro Urubu e suas longas viagens no universo musical do maior “maluco beleza” que o Brasil já conheceu.
Hoje, o grupo – que traz no nome uma canção de Seixas feita em homenagem ao ativista americano Leonard Peltier, por ele chamado de “cachorro urubu” – vem colhendo os louros de uma sólida carreira de uma década. Eles e um dos seus maiores espetáculos: o “Tributo a Raul Seixas”.
E é na noite deste sábado – véspera do aniversário de morte do cantor e compositor de Salvador – que o tributo vai adentrar pela décima vez no tempo de Raul e na aposta da banda de originalidade nos arranjos e figurinos, na sonoridade de instrumentos vintage e, claro, no amplo repertório daquele que por muitas vezes foi chamado de “pai do rock brasileiro”.
Serão quase três horas de show, onde os meninos da Cachorro Urubu – Phelipe Carvalho, vocal, guitarra e violão; Ney Guedes e Dinho Zampier, teclados; Rodrigo Peixinho, na bateria; Júnior Beatle e seu contrabaixo; e mais a guitarra de Victor Lyra e o violão de Marco Túlio – subirão ao palco acompanhados dos metais e dos backs da orquestra do maestro Almir Medeiros, a Conexão Latina. E também a banda Barba de Gato, que fará a abertura da 10ª edição do tributo.
O tributo, que vem rendendo a Phelipe a responsabilidade de ser considerado um dos maiores intérpretes de Raul no País, um verdadeiro frontman. “Com apenas 8 anos, eu já escutava o Raul. Fiquei fascinado quando ouvi o seu primeiro disco, ´Raulzito e os Panteras´ (1968). Depois me juntei ao Ney e tivemos a ideia de homenagear Raul nos palcos. Assim nasceu a Cachorro Urubu e o tributo, que, a cada ano, supera nossas expectativas”, comemora o intérprete.
O “Tributo a Raul” vem sendo reconhecido por artistas como Almir Medeiros um evento consolidado no calendário cultural do Estado. Realizado uma vez por ano, sempre em datas próximas ao dia da morte do compositor – 21 de agosto de 1989 –, vem reunindo a cada edição, segundo os integrantes do grupo, cerca de três mil pessoas.
Um público identificado na plateia daqui e de outros lugares por onde o show já passou como das mais diversas idades e classes sociais. E revelado por Phelipe como “de muita gente que ainda vive à maneira de Raul, que gosta de adentrar na sua filosofia, na leitura diferente de tudo o que existia no Brasil naquela época que ele sempre trouxe em suas composições, que sempre está disposto a festejá-lo”.
O repertório – nem é preciso falar –, não podem faltar as inesquecíveis e sempre atuais “Sociedade alternativa”, “Cowboy fora da lei”, “Gitã”, “Trem das onze”. Enfim, toda a obra musical-filosófica que, pelo menos por algumas horas, pretendem aquietar a saudade do eternamente inesquecível Raul Santos Seixas.
Vá lá: A 10ª edição do Tributo a Raul Seixas acontece hoje, a partir das 21h, no Clube Fênix Alagoana. Ingresso: R$ 15, à venda na Eletrorrádio Gomes (Maceió e Arapiraca).

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